longe de nós. separação de um tempo,
de quarta à segunda
a aurora me fez ter serenidade de reclamar sua ausencia sem te machucar
pois nesse sol, tinha nuance de sangue que eu queria te arrancar por estar vinte e poucas horas distante
arrancada de mim por um festival
mas eu te gosto tanto sabia que você precisa de muitos quilômetros, pessoas novas, palco estranho e sentir saudade. você precisava sentir saudade
longe você de mim, para eu morrer e nascer de novo pra saber te amar e amar mais em felix
Eu sei o que isso deve ser, porque nos últimos dias eu abria os olhos pensando "Caio", quando dormia "Caio"
eu te amo Lidiane.
Senti um arrepio. Te amo também.
vc em desespero
eu
tô fudido (a)
segunda-feira, 26 de julho de 2010
Narigudos bufões

---> esse é o criador dessa gente estranha
Quando tudo for um caos você vai estilhaçar cabeças
vai passar esferográficas azuiZ nelas
lhe presentear com pontas e ziguezagueá-las
vai fazer suas feições tremerem perfis
serão inúmeros núcleos de gente de expressão duvidosa
de gente cheia de contornos pontiagudos
suas facetas vão ser móbiles do inferno
balançando conforme o vento não refresca
vão ficar presas num A4, represadas por tinta vomitada por uma BIC
Todas essas pessoas saem de um bico prata que são objeto de aliens
Segundo teoria que veleja pela web, esses seres saem de câmeras de gente que pode estar lá, ou pode não estar
Eles conversam sobre como é bom sorrir, totalizar ações que telepaticamente elas desandaram a sentir conforme o ritmo da mão do cara de cabeça branca.
Uma cabeça que aparentemente salvaguardava vazio, alma no máximo,
era quem ditava o roteiro de suas conversas.
Ele nem sabia o que elas falavam, mas estimulava diálogo entre elas.
E então, eles riam da desgraça dele.
De como ele disparava pessoas e não as conhecia.
Eles conviviam frente a frente num papel, mas ele não sabia de onde elas saíam, do que falavam, pra onde iriam e como morreriam. Elas mal sabiam qual valor elas tinham pra ele.
A verdade dele, era criar esses bufões cibernéticos que, só agora eu sei, estavam armazenados entre o passado e o futuro... presente era só contato entre esferográfica dançante num papel relutante.
VOCÊ EM DESESPERO
Recebe os amigos, não dá bola pra eles e fica desenhando pessoas esquisitas sem parar.
terça-feira, 1 de junho de 2010
CAGUEI PRA VOCÊ
quarta-feira, 26 de maio de 2010

Quando tudo for um caos estarei nas ruas escrevendo o seu nome. No vento, na luz e na poeira. Comerei alpiste para cantar suas asas. Atravessarei todas as pontes de chuva. As carroças encherão o trânsito e Cuiabá encontrará as nossas vidas em sua obra de arte. A tristeza será apenas um video no youtube. Reduziremos a velocidade da ilusão. Cataremos as faltas e juntaremos as suas partes que alguém deixou em ti.
VC EM DESESPERO
um texto de nome escrito na calçada uma vassoura apagará suas lembranças, e já não saberá quem é.

Quando tudo for um caos eu me sentarei numa bóia e viajarei por corredeiras de cachoeiras que são só de MT. que são só do mato. que têm onças e tuiuius. que podem te almoçar ou podem catar seus piolhos. qto tudo mesmo for um aos, o C será corpo invisível.
VC EM DESESPERO
a bóia estourou (no rio), vc se queimou.
sábado, 22 de maio de 2010
O nascimento de Narciso

Enfim foi anunciada a abertura das inscrições para o próximo Festival de Cinema e Vídeo de Cuiabá. Para alegria de muitos e para tristeza de outros que ainda não perceberam a importância deste evento para o fomento da atividade audiovisual na região. Como é o caso de uma aspirante a cineasta, que o pouco que sabe aprendeu como aluna nas oficinas produzidas pelo mesmo Festival, nos filmes produzidos pela equipe e insiste em multiplicar um discurso equivocado e caduco sobre as contribuições deste evento. Mal sabe a moça que o seu curta de estreia está semelhante ao Chatô de Guilherme Fontes. Ou seja: um presente caro que consumiu todo o recurso público, tem credores ainda batendo à porta e em breve completa uma década de realização. E nada dos filmes nas telas!
Diferente desta, um grupo de produtores do audiovisual do Estado mostrou de forma contundente que o sol nasce para todos. Os criadores constroem caminhos luminosos próprios – sem sombras – e principalmente porque juventude não rima necessariamente com irresponsabilidade. “Colapso Narciso” é uma novíssima produção em vídeo que estreou este mês em espaços alternativos da cidade, dentre estes o Cineclube Coxiponés. Com a direção talentosa de Maurício Falchetti, o curta se desenvolve a partir de um roteiro interessante e bem ritmado de Felippy Damian onde explora uma faceta muito presente na vida dos jovens urbanos, o narcisismo. É como se reinventasse o mito e a partir de efeitos óticos do cinema - o ilusionismo da imagem - o mundo fosse uma representação repetitiva e monocromática do ser. Reduzido irremediavelmente a um espelho do indivíduo até que a máscara revela outra identidade. Tema um tanto complexo tratado de forma séria e bem humorada por uma equipe supreendente jovem, como a produtora Giulia Medeiros. Sinais visíveis de amadurecimento que se percebe na montagem, música, e desde a escolha das locações. Diferentemente das produções universitárias – onde a presença marcante do campus da UFMT torna-se um personagem, em “Colapso Narciso” um parto desta matriz é realizado através de grandes planos que revelam a cidade. Cuiabá, sua arquitetura e iconografia. Conciliação com o passado que também se explicita na sequência da corrida no centro histórico. Trata-se de uma citação ao próprio cinema mato-grossense, ao curta-metragem “Baseado em Fatos Reais” de Bruno Binni. A atuação do experiente ator Caio Mattoso, ainda que este apareça no momento mais dramático da história, revela um apurado estudo e preparação de elenco. Os poucos recursos da produção que não foram contornados de forma criativa pelo diretor tornando-os facilmente perceptível na imagem registrada, no caso a iluminação, não reduzem o valor do trabalho. Prazerosa é esta sensação de assistir e acompanhar uma produção que amadurece na experiência de cada trabalho e nos permite constatar que os jovens produtores do audiovisual em Mato Grosso estão em movimento. Apesar do desmantelamento do setor. Torçamos pelas células produtivas! Luiz Carlos de Oliveira Borges, cineasta, pesquisador e servidor da UFMT, escreve todas às sextas no Folha
quinta-feira, 20 de maio de 2010
quando tudo for um caos
Quando tudo for um caos vc cair de amores por someone. Vc vai ao metrô e falará com o orientador da sua posse. possivelmente seus escritos serão perdidos entre os livros de um hell. Mas porém contudo entretanto o amor deixa a gente mesmo perturbado. não quero mais meu emprego. apenas quero trabalhar pra vc. minha vítima. sou um case de sucesso, mas o sofrimento perpetuou a minha insolência em continuar a lhe informar: "não quero me apaixonar".
Fico pensando q a gente podia ser par. a gente já tem tanta história. vc pulando da janela. concretismo qualquer, afinal, janelas estão presas a uma estrutura cimental. dá um concretismo qualquer. sou uma máquina. literária. Mas, cara, qdo vc vai enlouquecer? ficar louco de verdade, pq gosta de alguém?
daí,, o metrô vai ter memórias passando rápido na janela. seus escritos serão desabafos vermelhos, quentes, algo como 54 graus, mas, porém, contudo, entretanto, vc é tão idiota... há qto tempo vc não divide seu ócio, seu horário, não reserva seus cuidados a alguém? vc vem pra mim há tempos. mas vc é tão volátil para afogar suas mágoas inflamáveis.
pega
fogo
e
me abrace agora?
duas pessoas são isqueiros de uma brasa só.
VOCÊ EM DESESPERO
os deuses enteddiados resolveram criar os humanos, continuaram entediados. Daí eles resolveram criar o riso, ah, nãonãonãonão, eles criaram o sexo. O AMOR. morreram todos para criar seus gênios. Não gostei do que eu escrevi. É que eu não sei remar, me achei no abismo. morra, se enforque no rabo da baleia.
vou kkkkk.
Fico pensando q a gente podia ser par. a gente já tem tanta história. vc pulando da janela. concretismo qualquer, afinal, janelas estão presas a uma estrutura cimental. dá um concretismo qualquer. sou uma máquina. literária. Mas, cara, qdo vc vai enlouquecer? ficar louco de verdade, pq gosta de alguém?
daí,, o metrô vai ter memórias passando rápido na janela. seus escritos serão desabafos vermelhos, quentes, algo como 54 graus, mas, porém, contudo, entretanto, vc é tão idiota... há qto tempo vc não divide seu ócio, seu horário, não reserva seus cuidados a alguém? vc vem pra mim há tempos. mas vc é tão volátil para afogar suas mágoas inflamáveis.
pega
fogo
e
me abrace agora?
duas pessoas são isqueiros de uma brasa só.
VOCÊ EM DESESPERO
os deuses enteddiados resolveram criar os humanos, continuaram entediados. Daí eles resolveram criar o riso, ah, nãonãonãonão, eles criaram o sexo. O AMOR. morreram todos para criar seus gênios. Não gostei do que eu escrevi. É que eu não sei remar, me achei no abismo. morra, se enforque no rabo da baleia.
vou kkkkk.
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