segunda-feira, 26 de julho de 2010

Narigudos bufões


---> esse é o criador dessa gente estranha


Quando tudo for um caos você vai estilhaçar cabeças
vai passar esferográficas azuiZ nelas
lhe presentear com pontas e ziguezagueá-las
vai fazer suas feições tremerem perfis
serão inúmeros núcleos de gente de expressão duvidosa
de gente cheia de contornos pontiagudos
suas facetas vão ser móbiles do inferno
balançando conforme o vento não refresca
vão ficar presas num A4, represadas por tinta vomitada por uma BIC
Todas essas pessoas saem de um bico prata que são objeto de aliens
Segundo teoria que veleja pela web, esses seres saem de câmeras de gente que pode estar lá, ou pode não estar
Eles conversam sobre como é bom sorrir, totalizar ações que telepaticamente elas desandaram a sentir conforme o ritmo da mão do cara de cabeça branca.
Uma cabeça que aparentemente salvaguardava vazio, alma no máximo,
era quem ditava o roteiro de suas conversas.
Ele nem sabia o que elas falavam, mas estimulava diálogo entre elas.
E então, eles riam da desgraça dele.
De como ele disparava pessoas e não as conhecia.
Eles conviviam frente a frente num papel, mas ele não sabia de onde elas saíam, do que falavam, pra onde iriam e como morreriam. Elas mal sabiam qual valor elas tinham pra ele.
A verdade dele, era criar esses bufões cibernéticos que, só agora eu sei, estavam armazenados entre o passado e o futuro... presente era só contato entre esferográfica dançante num papel relutante.

VOCÊ EM DESESPERO

Recebe os amigos, não dá bola pra eles e fica desenhando pessoas esquisitas sem parar.

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