quarta-feira, 26 de maio de 2010


Quando tudo for um caos estarei nas ruas escrevendo o seu nome. No vento, na luz e na poeira. Comerei alpiste para cantar suas asas. Atravessarei todas as pontes de chuva. As carroças encherão o trânsito e Cuiabá encontrará as nossas vidas em sua obra de arte. A tristeza será apenas um video no youtube. Reduziremos a velocidade da ilusão. Cataremos as faltas e juntaremos as suas partes que alguém deixou em ti.

VC EM DESESPERO
um texto de nome escrito na calçada uma vassoura apagará suas lembranças, e já não saberá quem é.

Quando tudo for um caos eu me sentarei numa bóia e viajarei por corredeiras de cachoeiras que são só de MT. que são só do mato. que têm onças e tuiuius. que podem te almoçar ou podem catar seus piolhos. qto tudo mesmo for um aos, o C será corpo invisível.

VC EM DESESPERO
a bóia estourou (no rio), vc se queimou.

sábado, 22 de maio de 2010

O nascimento de Narciso


Enfim foi anunciada a abertura das inscrições para o próximo Festival de Cinema e Vídeo de Cuiabá. Para alegria de muitos e para tristeza de outros que ainda não perceberam a importância deste evento para o fomento da atividade audiovisual na região. Como é o caso de uma aspirante a cineasta, que o pouco que sabe aprendeu como aluna nas oficinas produzidas pelo mesmo Festival, nos filmes produzidos pela equipe e insiste em multiplicar um discurso equivocado e caduco sobre as contribuições deste evento. Mal sabe a moça que o seu curta de estreia está semelhante ao Chatô de Guilherme Fontes. Ou seja: um presente caro que consumiu todo o recurso público, tem credores ainda batendo à porta e em breve completa uma década de realização. E nada dos filmes nas telas!

Diferente desta, um grupo de produtores do audiovisual do Estado mostrou de forma contundente que o sol nasce para todos. Os criadores constroem caminhos luminosos próprios – sem sombras – e principalmente porque juventude não rima necessariamente com irresponsabilidade. “Colapso Narciso” é uma novíssima produção em vídeo que estreou este mês em espaços alternativos da cidade, dentre estes o Cineclube Coxiponés. Com a direção talentosa de Maurício Falchetti, o curta se desenvolve a partir de um roteiro interessante e bem ritmado de Felippy Damian onde explora uma faceta muito presente na vida dos jovens urbanos, o narcisismo. É como se reinventasse o mito e a partir de efeitos óticos do cinema - o ilusionismo da imagem - o mundo fosse uma representação repetitiva e monocromática do ser. Reduzido irremediavelmente a um espelho do indivíduo até que a máscara revela outra identidade. Tema um tanto complexo tratado de forma séria e bem humorada por uma equipe supreendente jovem, como a produtora Giulia Medeiros. Sinais visíveis de amadurecimento que se percebe na montagem, música, e desde a escolha das locações. Diferentemente das produções universitárias – onde a presença marcante do campus da UFMT torna-se um personagem, em “Colapso Narciso” um parto desta matriz é realizado através de grandes planos que revelam a cidade. Cuiabá, sua arquitetura e iconografia. Conciliação com o passado que também se explicita na sequência da corrida no centro histórico. Trata-se de uma citação ao próprio cinema mato-grossense, ao curta-metragem “Baseado em Fatos Reais” de Bruno Binni. A atuação do experiente ator Caio Mattoso, ainda que este apareça no momento mais dramático da história, revela um apurado estudo e preparação de elenco. Os poucos recursos da produção que não foram contornados de forma criativa pelo diretor tornando-os facilmente perceptível na imagem registrada, no caso a iluminação, não reduzem o valor do trabalho. Prazerosa é esta sensação de assistir e acompanhar uma produção que amadurece na experiência de cada trabalho e nos permite constatar que os jovens produtores do audiovisual em Mato Grosso estão em movimento. Apesar do desmantelamento do setor. Torçamos pelas células produtivas! Luiz Carlos de Oliveira Borges, cineasta, pesquisador e servidor da UFMT, escreve todas às sextas no Folha

quinta-feira, 20 de maio de 2010

quando tudo for um caos

Quando tudo for um caos vc cair de amores por someone. Vc vai ao metrô e falará com o orientador da sua posse. possivelmente seus escritos serão perdidos entre os livros de um hell. Mas porém contudo entretanto o amor deixa a gente mesmo perturbado. não quero mais meu emprego. apenas quero trabalhar pra vc. minha vítima. sou um case de sucesso, mas o sofrimento perpetuou a minha insolência em continuar a lhe informar: "não quero me apaixonar".

Fico pensando q a gente podia ser par. a gente já tem tanta história. vc pulando da janela. concretismo qualquer, afinal, janelas estão presas a uma estrutura cimental. dá um concretismo qualquer. sou uma máquina. literária. Mas, cara, qdo vc vai enlouquecer? ficar louco de verdade, pq gosta de alguém?
daí,, o metrô vai ter memórias passando rápido na janela. seus escritos serão desabafos vermelhos, quentes, algo como 54 graus, mas, porém, contudo, entretanto, vc é tão idiota... há qto tempo vc não divide seu ócio, seu horário, não reserva seus cuidados a alguém? vc vem pra mim há tempos. mas vc é tão volátil para afogar suas mágoas inflamáveis.

pega
fogo
e
me abrace agora?
duas pessoas são isqueiros de uma brasa só.

VOCÊ EM DESESPERO

os deuses enteddiados resolveram criar os humanos, continuaram entediados. Daí eles resolveram criar o riso, ah, nãonãonãonão, eles criaram o sexo. O AMOR. morreram todos para criar seus gênios. Não gostei do que eu escrevi. É que eu não sei remar, me achei no abismo. morra, se enforque no rabo da baleia.

vou kkkkk.

domingo, 9 de maio de 2010

uma enquente apenas

Como um dia feliz pode ser caótico?
Vai lá, galera. Sangra!

NENHUM TRÊS





Um dia minha mãe me disse tudo sobre as diferenças dos seus filhos. Um era esquizofrênico, dois eram hipocondríacos e o terceiro deles, compulsivo.


Naqueles moldes era difícil ser sana. Controlar sistema de dias e noites, de rotina... De dosar um comprimido, de colocar um chão de uma mesma cor pra evitar um piso preto, um piso branco que faltou. o suficiente para ser um caos. na ausência de uma cadeira confortável, diria sua sina, o quadrado. Tudo tinha se desordenado na cabeça dele só pq aquela cadeira escoava sua alma. Transparência se granulava, virava poeira e escorria no vão de dedos de uma mão que ardia enquanto a areia escorregava.


O trabalho da vadiagem, ímpeto de sujeiras espaciasis, corroboráteis e pruticas, coisas de indomáveis quereres de inturpéries. Era 31 de fevereiro e ele achava que era 1º de abril. abobril. Era um anador e ele sonhava protásio. Ele queria nuvens que chovessem gelo. "trocas saudáveis de púrpuras glladulas salivares, gotas de cerveja respingam minhas listas", disse o encontro.


Era um sem noção, um que lambia fórmulas químicas e o outro que queria se lavar com sabonete de estrela. matei a porra da chatice dos filhos infernais que só torravam o pão cada vez mais seco e abençoado pela torradeira quebrada. o hipocondríaco tomou um choque. O obsessivo tornou-se compulsivo por queimaduras. o esquizofrênico assiste Raul Gil.


É isso que você quer pra você?


VOCÊ EM DESESPERO.


você tem um final mais caótico pra isso aqui?
você achou o três? onde?
você pode ganhar uma bicicleta caloi 126 marchas com 3D.